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19 de jun. de 2009

Jornalismo sem diploma?

A decisão do STF na quarta feira que estabeleceu a não obrigatoriedade do diploma de jornalista para exercer a profissão revolta os estudantes e dá início a uma série de protestos. A pressão dos grandes grupos, que levou a este desfecho, não é nova. Há muito tempo, grandes redes vem utilizando deste expediente para colocar "apadrinhados" como apresentadores.

O problema é que agora fica liberada a prática antes utilizada com restrições e pagamentos de multas em alguns casos. O exemplo mais clássico era Régis Roesing que na época da RBS não tinha diploma e, mesmo assim, a empresa pagava as multas por isso. Se com a obrigatoriedade as empresas já driblavam a lei, agora que a lei permite, acaba a proteção de mercado.

Uma pena, principalmente para quem investiu em um curso superior e agora vê que, apesar de tudo que aprendeu, na prática poderá concorrer com qualquer um na disputa por vagas no mercado de trabalho. Enfim, ainda há muito pano pra manga, mas a decisão quase unânime é, por enquanto, o que temos. É preciso mobilização

Boa sorte a todos!

18 de jun. de 2009

Não tá morto quem luta, quem peleia

Caros, caras, por meio deste post torno pública a promessa que fiz ontem na abertura de uma de minhas aulas assim que soube da, digamos assim, decisão do STF: se, ao longo destas quase três décadas de profissão, nunca quis ser e nunca fui outra coisa senão jornalista, basicamente por amar sobremaneira esta profissão, daqui para a frente buscarei sê-lo com ainda mais propriedade.

Isso para que fique cada vez mais claro, aos que estão chegando e que por mim passarem, que encontram-se diante de uma profissão com pelo menos 300 anos de tradição, que tem corpo docente qualificado, pesquisa, publicação nacional e internacional relevantes, representatividade científica e institucional (refiro-me à SBPJor, ao FNPJ, Fenaj, sindicatos etc.), e que é, portanto, digna de respeito.

Disse a meus alunos, ainda, - e o faço novamente agora -, que mais do que se perguntar se precisam ou não de formação universitária para exercer o jornalismo daqui para a frente, eles devem exigir que seus cursos de jornalismo, à revelia da instituição ou instância, lhes ofereçam cada vez mais qualidade; que seus professores estejam cada vez mais habilitados a exercer a docência em jornalismo, para que, por meio deste conhecimento, eles, os aprendizes, tenham cada vez mais condições de se tornarem jornalistas, distinguindo-se, por seu conhecimento e vontade, dos que não estão habilitados ao exercício da profissão, por não conhecê-la, e reiterando, assim, a diferença que o STF não soube compreender.

Como diz o verso daquela música cujo autor não lembro, “não tá morto quem luta; quem peleia”. Então é preciso lutar ainda mais, brigar ainda mais. É nisso que acredito. É isso que irei fazer. O conhecimento, uma vez mais, será a minha arma.

Um grande abraço a todos.

1 de abr. de 2009

Hoje é dia de decisão

Deve ser votada hoje a decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a obrigatoriedade do diploma. No ano passado, juntamente com outros colegas, professores e jornalistas, participei de uma passeata semelhante à que aconteceu ontem em Porto Alegre.
Felizmente, a manifestação de ontem, organizada mais uma vez pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS (foto do Portal 3) parece ter reunido mais participantes do que a do ano anterior.

E não é pra menos. A decisão de hoje pode mudar muitas questões referentes à pratica do jornalismo, às condições de trabalho enfim, à condição de jornalista. Aguardamos, ansiosos, a decisão do STF.