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4 de jun. de 2009

Edição On Line do Enfoque



De volta à redação, é hora de arregaçar as mangas e fazer essa última edição do semestre. Quero reforçar o que o Kaiser disse em relação às postagens no blog. Tudo aquilo que os editores não publicarem no jornal, poderá vir para a web. Lembrem-se que é a última chance de postar o que foi feito de interessante. 


Muitos clamam por mais espaço para suas matérias no Enfoque, mas aqui não tem restrição de espaço. É uma excelente oportunidade para usar todas as matérias e fazer uma verdadeira edição on line do Enfoque. Temos a nosso favor toda a facilidade das ferramentas multimídias e espaço para tudo. Por isso, eu sugiro que todos façam suas matérias para a edição impressa e depois comecem a postar no blog tudo o que têm: foto, texto, vídeo…


Temos que tentar aumentar o número de leitores do blog, deixá-lo mais atraente, nos concentrarmos mais nas postagens e fazermos textos atraentes, além de divulgarmos o blog para todos os conhecidos de suas listas fazerem visitas. 



1 de abr. de 2009

O problema não é o MERCADO

A crítica por mim levantada ao Jornalismo Popular não foi postada no intuito de afirmar que um ou outro tipo de Jornalismo seja mais fácil de fazer, nem que um seja mais mercadológico que o outro. É óbvio que escrever para atrair a atenção dos menos letrados é difícil, assim como é claro que os responsáveis por jornais tradicionais também pensam em vender acima de tudo.

Ao ler o post "Polêmica X Todos são feitos para o Mercado" fiquei com a impressão de não ter sido claro no meu texto e talvez gerado confusões. O que argumentei acerca deste formato jornalístico tem muito mais a ver com o que outra colega traz no post "Será que é Jornalismo Popular?".

A questão é que para escrever algo do tipo, na minha forma de ver, não seria necessário um curso de Jornalismo, pelo menos não como o que cursamos. Os textos populares trabalham (por necessidade) a linguagem de uma forma muito mais básica para que sejam acessíveis a seu público leitor. Assim, mesmo quem não domina amplamente o vocabulário da Língua de Camões pode se atrever a escrever algumas linhas neste formato de "conversa com o povão". Talvez um curso técnico profissionalizante fosse capaz de formar repórteres para tal função, não um curso superior de, no mínimo, 4 anos. Buenas, reitero que essa é apenas a minha opinião. Nada mais, nada menos.

Enfim, na semana em que se discute a obrigatoriedade do diploma de jornalismo para atuar na área, acho bastante pertinente abrirmos os olhos para o fato de que este formato popular, aliado às facilidades de publicação online podem estar entre os responsáveis por levar alguns leigos, equivocadamente, a acreditar que para ser jornalista não é necessário o diploma.

25 de mar. de 2009

Polêmica não faz mal a ninguém

Após ler o livro Jornalismo Popular de Márcia Amaral, concluo que, este não é, na maioria dos casos, o formato de publicação que um estudante de jornalismo sonha em praticar. Isso, obviamente, na minha humilde opinião. Sei que há quem pense diferente e respeito sinceramente, apenas exponho, neste espaço democrático, a forma como percebo as coisas.

Sei do abismo entre sonho e realidade. Sei que um jornalista recém formado, que for atuar como repórter para qualquer veículo, não poderá escolher área de atuação, tipo de jornalismo, nem tampouco o veículo para o qual deseja trabalhar. Tem que pegar o que vier. Mas mesmo assim, a maioria vai parar no jornalismo tradicional mesmo. Vai escrever com LEAD e vai ter que se preocupar com a INFORMAÇÃO acima de tudo.

Ao ler meu texto depois dos ajustes, tive a impressão de estar lendo um texto parecido com os lidos pelo Gugu na Farroupilha. E, confesso, isso não me agradou nem um pouco. Não é assim que pretendo escrever, com todo respeito aos que pensam o contrário. Nem foi assim que aprendemos a escrever durante todo o curso.

Ainda há, por exemplo, outras perguntas que pairam no ar para quem justificar a opção com a falta de escolha dos novatos nos MCMs. E quem não for atuar em veículos estabelecidos? E quem tiver outros planos envolvendo o jornalismo digital, por exemplo? Enfim, são muitas variáveis e o Jornalismo Popular é apenas uma pequena possibilidade para poucos formandos.

Assim, não posso deixar de comentar e, por consequência, polemizar a desconstrução, no Projeto Experimental de Jornalismo Impresso, de tudo que vimos com relação a texto nas outras cadeiras de redação, durante o curso inteiro. Em Rádio e Tele, por exemplo, quem faz a opção por Multimeios, tem nas cadeiras de Projeto uma oportunidade de colocar em prática, de forma conjunta, tudo o que foi aprendido nas cadeiras anteriores.

Demétrio, espero que acolhas o comentário como algo direcionado à Universidade que, na minha opinião, deveria pensar em algo diferente, em formato, para Redação Experimental em Jornal. Algo mais próximo do que a maioria dos recém formados vão enfrentar.

A menos, é claro, que a Unisinos tenha relatórios de colocação de alunos recém formados na mídia que indiquem, por exemplo, que mais de 50% dos alunos caem no Jornalismo Popular quando saem da faculdade. Apenas isto justificaria tal opção na cadeira final de redação para Jornal.

Um abraço e desculpem o tamanho do post.