"No jornalismo popular digno desse nome, os critérios de pauta, redação e edição teriam de ser ditados pelo interesse dos fracos, dos explorados, dos oprimidos, dos injustamente punidos pela sociedade e pelo quotidiano. O que nos leva a perguntar: será que temos no Brasil algum jornal que pratique jornalismo popular? " (Manuel Carlos Chaparro)
4 de dez. de 2009
Aprendendo com os mestres
"No jornalismo popular digno desse nome, os critérios de pauta, redação e edição teriam de ser ditados pelo interesse dos fracos, dos explorados, dos oprimidos, dos injustamente punidos pela sociedade e pelo quotidiano. O que nos leva a perguntar: será que temos no Brasil algum jornal que pratique jornalismo popular? " (Manuel Carlos Chaparro)
25 de nov. de 2009
Enfoque está disponível em PDF
Na coluna à direita do blog também.
Abraço a todos e bom trabalho.

13 de nov. de 2009
Perfil de Eliane Brum
5 de nov. de 2009
Outros jornais comunitários universitários
O jornal é destinado aos moradores do bairro Kephas e tem seu foco voltado para ações de cidadania e educação que acontecem nas escolhas da comunidade.
Diferente do Enfoque que também mostra as coisas ruins da Brás, o Fala Kephas traz apenas o lado bom do bairro.
Mesmo assim, é interesse ter contato com os meios de comunicação comunitários feitos por alunos de jornalismo de outras universidades.
Além do Fala Kephas, a Feevale tem outros projetos nas áreas de Comunicação Social e Mídias Comunitárias. Vale a pena acessar o site.
Neste sexta-feira levo o jornal para os colegas darem uma olhada.
4 de set. de 2009
Que discurso social? Mercado ou Cidadania?
Lá na primeira aula, quando o profº Demétrio falou sobre a bibliografia da disciplina, lembrei do livro "Diário Gaúcho: Que Discurso, que responsabilidade social?". A publicação é um conjunto de artigos organizados pelos também professores Pedrinho Guareschi e Osvaldo Biz, e propõe uma análise crítica do discurso apresentado no DG.Acredito que seja uma boa sugestão de leitura para entender que existem diferenças, não apenas semânticas, mas conceituais quando se fala de "jornalismo popular".
No livro sugerido, o DG é colocado como um produto pensado estritamente pelo viés mercadológico, ao invés de buscar, atráves da linha editorial, uma emancipação político-social das classes menos favorecidas.
Vale a dica quando nos embrenharmos jornalismo popular a dentro.
1 de set. de 2009
Entre as ruas da Brás
Descobri muito mais que as ruas da Vila Brás. Preciso mudar de lugar, mudar um conceito (como disse a Bruna aí no seu post!), e isso não é fácil. Minhas pautas não foram impactantes, mas minhas descobertas... essas foram!Pra quem anda sem tempo de ler os livros sugeridos pelos professores (como eu), segue aí um trecho de um artigo da Márcia Franz Amaral sobre Jornalismo Popular. Vale a pena ler.
"A impressão que se tem é que o jornalismo ocupa um lugar desprovido de preocupações sociais, e a ele só cabe falar para aqueles dispostos a ouvi-lo. Entretanto, a informação jornalística não é um fim em si mesma, mas consagra-se historicamente com nobres funções sociais.
Normalmente, esquivamo-nos do debate sobre o segmento popular como se fosse impossível fazer jornalismo para um mercado popular. Esquecemo-nos que escrevemos para sermos lidos e nosso isolamento só contribui para reforçar exclusões sociais. O campo fica livre para o mau jornalismo e para o predomínio do entretenimento.
Somos especialistas em abordar o segmento popular da grande imprensa a partir da condenação: sensacionalismo, degradação, ganância, lixo cultural, antijornalismo, mas nossa postura é a de críticos externos, pois se fôssemos elencar as nossas contribuições para projetos editoriais populares, nossa fragilidade ficaria evidente. Enfim, assistimos atônitos à ditadura do leitor que, no caso dos jornais populares, assume formas específicas".
4 de jun. de 2009
Edição On Line do Enfoque

De volta à redação, é hora de arregaçar as mangas e fazer essa última edição do semestre. Quero reforçar o que o Kaiser disse em relação às postagens no blog. Tudo aquilo que os editores não publicarem no jornal, poderá vir para a web. Lembrem-se que é a última chance de postar o que foi feito de interessante.
Muitos clamam por mais espaço para suas matérias no Enfoque, mas aqui não tem restrição de espaço. É uma excelente oportunidade para usar todas as matérias e fazer uma verdadeira edição on line do Enfoque. Temos a nosso favor toda a facilidade das ferramentas multimídias e espaço para tudo. Por isso, eu sugiro que todos façam suas matérias para a edição impressa e depois comecem a postar no blog tudo o que têm: foto, texto, vídeo…
Temos que tentar aumentar o número de leitores do blog, deixá-lo mais atraente, nos concentrarmos mais nas postagens e fazermos textos atraentes, além de divulgarmos o blog para todos os conhecidos de suas listas fazerem visitas.
24 de mai. de 2009
O que você gostaria de ver no Enfoque?
Cláudio Nascimento, proprietário da churrascaria Chuletão, acredita que é necessário fazer uma reportagem sobre políticas de educação para o trânsito. Além de se preocupar com a velocidade que os carros passam pela avenida principal, Cláudio afirma que é preciso ensinar as crianças a transitarem pela calçada. Confira ao lado, na Tevê Enfoque!
20 de abr. de 2009
Como dizer que tudo é paz na Brás?
Outra questão: "Apesar do que parece e do que viemos publicando, infelizmente, nem tudo é paz e amor na Brás". Como dizer que tudo é paz na Brás tendo o próprio jornal publicado, por exemplo, matéria falando das crianças que são vítimas de violência; de chaminés que caem, pessoas que invadem terras por não ter onde morar e ausência crônica de locais de lazer à comunidade, para ficarmos em alguns exemplos? Ou o blog, por meio de novas e sucessivas reflexões que são feitas sobre os problemas da violência na comunidade? Uma leitura mais atenta do jornal veria que, infelizmente, nem tudo é paz e amor na Brás.
A diferença, insisto, reside em compreendermos que o Enfoque é um jornal que dá voz aos que usualmente não a tem, mas também observar que, para isso, é preciso um pouco mais que pressa.
3 de abr. de 2009
Cada um com seus Valores
Aí vão dicas de Márcia Amaral para quem está prestes a produzir novas reportagens neste estilo tão peculiar:
"Na imprensa de referência, um acontecimento terá mais chance de ser notícia se:
- os indivíduos envolvidos forem importantes;
- tiver impacto sobre a nação;
- envolver muitas pessoas;
- gerar importantes desdobramentos;
- for relacionado a políticas públicas;
- puder ser divulgado com exclusividade;
Na imprensa popular, um fato terá mais probabilidade de ser noticiado se:
- possuir capacidade de entretenimento;
- for próximo geográfica ou culturalmente do leitor;
- puder ser simplificado;
- puder ser narrado dramaticamente;
- tiver identificação dos personagens com os leitores (personalização);
- for útil.
Entre esses, destaco o entretenimento, a proximidade e a utilidade como importantes valores-notícia da imprensa popular."
Boa sorte para todos nós. Que este segundo filho dê ainda mais orgulho aos pais.
2 de abr. de 2009
"Jornalismo Popular" ou medo de tentar?
Após participar do trabalho de produção do Enfoque e ler alguns textos que serão publicados e edições anteriores, me sinto na obrigação de fazer alguns questionamento em cima do debate existente no Blog sobre o “jornalismo popular”, a partir do post do nosso colega Eduardo Trindade.
Por quais motivos estamos criando textos nesse formato? Utilizando uma linguagem mais simples e coloquial.
O jornal Enfoque Vila Brás não é comercial, então não existem razões mercadológicas. E se existisse, então estamos escrevendo para uma parte da população? Estamos escrevendo focalizando alguma classe social específica?
Estamos trabalhando na produção de um jornal considerado de estilo “popular” com a intenção de atingir leitores de baixa renda? Isso, acreditando que um jornal popular é destinado aos leitores de pouco poder aquisitivo ou ensino incompleto.
Qual os limites territoriais de circulação do jornal? Se os locais de circulação do jornal é apenas a Vila Brás e arredores, então, estaremos nós classificando esse local como de moradores de baixa renda e/ou ensino desqualificado?
Quantos rótulos e classificações estamos dando aos moradores da Vila Brás?
Será que estamos sendo “populistas” ou “discriminatórios” (com preconceitos) ao escrever os textos?
Porque não tentar escrever algo mais elaborado?
Será que os mesmo leitores do Enfoque Vila Brás não tem condições de ler algo mais elaborado?
O que temos a perder?
Não tenho nada contra um jornal popular. Cada estilo jornalístico tem seu público.
Mas será que NÓS, como alunos e produtores, em um momento que temos o direito de errar e re-começar, estamos no caminho certo na escolha do tipo de jornal que estamos produzindo?
Não pretendo fazer uma revolução no Enfoque Vila Brás, apenas trouxe questionamentos que ainda não encontrei as respostas.
1 de abr. de 2009
O problema não é o MERCADO
Ao ler o post "Polêmica X Todos são feitos para o Mercado" fiquei com a impressão de não ter sido claro no meu texto e talvez gerado confusões. O que argumentei acerca deste formato jornalístico tem muito mais a ver com o que outra colega traz no post "Será que é Jornalismo Popular?".
A questão é que para escrever algo do tipo, na minha forma de ver, não seria necessário um curso de Jornalismo, pelo menos não como o que cursamos. Os textos populares trabalham (por necessidade) a linguagem de uma forma muito mais básica para que sejam acessíveis a seu público leitor. Assim, mesmo quem não domina amplamente o vocabulário da Língua de Camões pode se atrever a escrever algumas linhas neste formato de "conversa com o povão". Talvez um curso técnico profissionalizante fosse capaz de formar repórteres para tal função, não um curso superior de, no mínimo, 4 anos. Buenas, reitero que essa é apenas a minha opinião. Nada mais, nada menos.
Enfim, na semana em que se discute a obrigatoriedade do diploma de jornalismo para atuar na área, acho bastante pertinente abrirmos os olhos para o fato de que este formato popular, aliado às facilidades de publicação online podem estar entre os responsáveis por levar alguns leigos, equivocadamente, a acreditar que para ser jornalista não é necessário o diploma.
27 de mar. de 2009
Polêmica X Todos são feitos para o mercado
"Muitas das críticas à imprensa popular utilizam-se do falho argumento de que são jornais 'feitos para o mercado'. É evidente que as empresas jornalísticas produzem jornais para o mercado. Aliás, qualquer jornal é feito para um determinado mercado, seja ele popular ou de elite; alternativo, de oposição ou sindical; vise ao lucro ou não.
O que ocorre é que o público leitor dos jornais de referência tem um nível de escolaridade e de exigência mais alto, o que faz com que esses jornais tenham maior qualidade. Além disso, os jornalistas, pela chance de terem passado por uma universidade e por terem o gosto pela leitura, acabam tendo suas expectativas próximas do público formador de opinião dos jornais de qualidade.
Além do mais, é muito comum acusar os jornais populares de se preocuparem com o 'mercado', pois é mais fácil dizer que um jornal popular faz matérias melodramáticas para vender do que dizer que um jornal de referência faz boas reportagens para vender. O interesse mercadológico existe nos dois.
Nos jornais populares, os princípios tradicionais do jornalismo são mais facilmente tencionados porque eles se destinam a um público de menor escolaridade e são mais vulneráveis ao mercado publicitário, pois não contam com assinaturas. Assim, a imprensa popular busca satisfazer os leitores a qualquer custo, pois são bastante volúveis em função do baixo poder aquisitivo e precisam ser conquistados cotidianamente. Os produtos jornalísticos populares precisam mostrar uma conexão com seu público, pois são mais dependentes de um mercado que muda facilmente. É muito mais difícil vender jornal para quem tem baixo poder aquisitivo e pouco hábito de leitura.
(...) Determinados jornais adotam uma estratégia de mercado voltada a um segmento mais habituado à leitura e interessado em 'ler o que ocorre no mundo', e outros, dirigidos às camadas mais amplas da população, preferem informações mais ligadas ao cotidiano popular, à prestação de serviços e ao entretenimento, ou seja, ao 'mundo do leitor'."
25 de mar. de 2009
Polêmica não faz mal a ninguém
Sei do abismo entre sonho e realidade. Sei que um jornalista recém formado, que for atuar como repórter para qualquer veículo, não poderá escolher área de atuação, tipo de jornalismo, nem tampouco o veículo para o qual deseja trabalhar. Tem que pegar o que vier. Mas mesmo assim, a maioria vai parar no jornalismo tradicional mesmo. Vai escrever com LEAD e vai ter que se preocupar com a INFORMAÇÃO acima de tudo.
Ainda há, por exemplo, outras perguntas que pairam no ar para quem justificar a opção com a falta de escolha dos novatos nos MCMs. E quem não for atuar em veículos estabelecidos? E quem tiver outros planos envolvendo o jornalismo digital, por exemplo? Enfim, são muitas variáveis e o Jornalismo Popular é apenas uma pequena possibilidade para poucos formandos.
Assim, não posso deixar de comentar e, por consequência, polemizar a desconstrução, no Projeto Experimental de Jornalismo Impresso, de tudo que vimos com relação a texto nas outras cadeiras de redação, durante o curso inteiro. Em Rádio e Tele, por exemplo, quem faz a opção por Multimeios, tem nas cadeiras de Projeto uma oportunidade de colocar em prática, de forma conjunta, tudo o que foi aprendido nas cadeiras anteriores.
Demétrio, espero que acolhas o comentário como algo direcionado à Universidade que, na minha opinião, deveria pensar em algo diferente, em formato, para Redação Experimental em Jornal. Algo mais próximo do que a maioria dos recém formados vão enfrentar.
A menos, é claro, que a Unisinos tenha relatórios de colocação de alunos recém formados na mídia que indiquem, por exemplo, que mais de 50% dos alunos caem no Jornalismo Popular quando saem da faculdade. Apenas isto justificaria tal opção na cadeira final de redação para Jornal.
Um abraço e desculpem o tamanho do post.
