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24 de mai. de 2009

O que você gostaria de ver no Enfoque?

Essa foi a pergunta que eu e a repórter Daiane Benin fizemos aos moradores da Vila Brás, durante nossa última passagem por lá, ainda no início do mês de abril. Como resposta, obtivemos as mais variadas sugestões. Entre os temas recorrentes, destacaram-se questões envolvendo a saúde, educação e obras públicas.

Cláudio Nascimento, proprietário da churrascaria Chuletão, acredita que é necessário fazer uma reportagem sobre políticas de educação para o trânsito. Além de se preocupar com a velocidade que os carros passam pela avenida principal, Cláudio afirma que é preciso ensinar as crianças a transitarem pela calçada. Confira ao lado, na Tevê Enfoque!

3 de mai. de 2009

Irmãs da Brás

Caminhando pelas ruas da Brás, fui atraída até a casa onde conheci Élica, Elizete e Nicole. A mãe das meninas, Catiane de Oliveira, 24, sustenta a família como auxiliar de cozinha. Hélio, seu marido, é servente de pedreiro, mas está desempregado há mais de seis meses.

Encantada com a alegria de seus olhares, não pude deixar de conversar com as meninas sobre os sonhos que cada uma alimenta em relação ao futuro. Élica tem oito anos e quer ser médica. Gosta de estudar e diz com toda firmeza: "Quero curar as pessoas". Elizete, um ano mais nova, ainda não escolheu uma profissão. Mas gosta de jogar no computador, então já sabe que, seja o que for, quer trabalhar usando esta ferramenta. A caçula, Nicole, de cinco anos, quer ser professora. Como ela mesma diz: "Que nem as tias da creche". Uma inspiração e tanto!

Há quem se pergunte pelo futuro das crianças da Brás. Depois de fotografar e conhecer essas meninas, eu aposto na realização de seus sonhos. Que elas não desistam deles!



14 de abr. de 2009

Dúvidas e anseios

Mesmo depois de finalizada a minha matéria falando sobre as crianças da Brás, o assunto ainda me “incomoda”. Mas não estou falando em incômodo no sentido etimológico da palavra, me referindo a algum tipo de aborrecimento, importunação.

O que eu quero dizer é que esse tema – pelo menos para mim – provoca diversas reflexões, faz pensar. Muito no sentido de tentar projetar – e aí entra o título da minha matéria – qual será o futuro desses pequeninos? O que a vida lhes reserva?


Nesta terça-feira, foi enterrado na capital o corpo do jovem que foi morto a tiros pela mãe, em Porto Alegre. Após ter sido agredida e ameaçada pelo filho (viciado em crack), na tarde do último domingo, a mãe desferiu dois tiros contra o filho, de 24 anos.

Entre meus anseios sobre o futuro da Brás, penso muito sobre as conseqüências que o ‘meio’ pode trazer para a vida das pessoas. Afinal, não podemos ignorar o fato de que o bairro Tristeza (local da tragédia) compartilha algumas semelhanças com a Brás...

9 de mar. de 2009

As surpresas da Vila

Incrível como às vezes algumas situações nos surpreendem de maneira especial. Para mim, a nossa primeira saída a campo foi justamente isso: uma bela surpresa. Lendo o texto da colega Carol cheguei à conclusão de que ainda temos sim muito preconceito com a vila, com os "pobres", enfim, com os que são diferentes. Mas isso não significa que a culpa seja nossa. Afinal, a mídia, por exemplo, não nos prepara para enfrentar o novo, o desigual. Na nossa ida à Vila Brás tivemos que nos despir do preconceito e aceitar fazer parte daquele universo. Pelo menos por algumas horas. E não é que foi divertido? E mais do que isso, proveitoso. Acho que todos pudemos aprender um pouco enquanto exercitávamos a arte de fazer jornalismo. Eu, com certeza, aprendi muito com esses meninos aí embaixo:


Mesmo em contato com a pobreza, com a violência e com a morte, eles são tão dóceis como qualquer criança dessa idade deve ser. A expotaneidade e a receptividade deles com certeza me surpreendeu. O Enfoque Vila Brás representa isso: mais do que um exercício de jornalismo, um exercício de cidadania e de humanidade.

1 de nov. de 2008

Uma foto diferente

CENA 1 - Por volta das 10h30 da manhã de sábado, 1 de novembro, um sujeito caminha pelas vielas da Vila Brás com uma pilha de jornais nos braços. Distribui os jornais de casa em casa.
CENA 2 - Após entregar um exemplar a um senhor grisalho que sorvia seu chimarrão sob uma árvore, e receber um respeitosos "obrigado" por isso, o sujeito - camisa e calça escuras; cabelos curtos e óculos de grau no rosto - é abordado por três ou quatro crianças. Pedem jornais.
CENA 3 - O sujeito dá apenas um jornal às crianças - dois meninos e uma menina, de biclicleta -, sob a recomendação que o mesmo seja lido por eles (que idade terão? 9, 10 anos? Já sabem ler?) e levado para a casa dos pais, para que estes também leiam.
CENA 4 - A menina, loira, de tranças; sentada no banco de sua bicicleta - os meninos ao redor - folheia atentamente o jornal. Lá pelas tantas, seus olhos brilham e ela diz: "Olha o profe!" Os meninos: "Deixa a gente ver! Deixa a gente ver!"
CENA 5 - A cena; rápida, não mais que um ou dois minutos, toca profundamente o sujeito de camisa e calças escuras que caminha pelas vielas da Vila Brás em uma manhã de sábado. Talvez porque ele perceba que, por meio do trabalho de seus alunos, a Vila Brás está tendo a oportunidade se ver refletida para além das páginas de polícia. Talvez porque, de tudo o que ele viu e viveu em duas décadas de jornalismo, ele tenha aprendido que bem poucas coisas são tão preciosas aos que fazem jornais quanto o reconhecimento dos que lêem os jornais. E que não há preço que pague isso. Envolto nestes pensamentos, o sujeito que há pouco distribuía jornais capricha na foto que faz dos que com ele estiveram na Brás naquela manhã de sábado. Ele sabe que aquele não é um retrato qualquer.

26 de ago. de 2008

Sábado na escola

Preparadas para uma pauta com um pé na polícia, Cíntia e eu acabamos passando a manhã de sábado assistindo os alunos do João Goulart em apresentação de danças.

O Festival de Talentos, que fazia parte da programação da Multifeira, deu aos alunos um dia de estrela. O som era improvisado, o "palco", precário, era invadido por cachorros e brincadeiras de pega-pega.

Mesmo assim, em cárater improvisado, as crianças se preocupavam em não errar a coreografia e sorrir para a platéia.